Five Things We Need to Know about Technical Change


Neil Postman: Five Things We Need to Know About Technical Change (1998)

http://www.mgi.polymtl.ca/marc.bourdeau/InfAgeTeaching/OtherLinks/Postman.pdf2008/01/07

Ideias mais interessantes:

« (…) É sempre o mesmo: não podemos escapar de nós mesmos. O dilema da humanidade é o mesmo que sempre foi e é uma desilusão acreditar que as mudanças tecnológicas da nossa era tornam irrelevante a sabedoria da idade e dos sábios.

«(…) It is all the same: There is no escaping from ourselves. The human dilemma is as it has always been, and it is a delusion to believ that the technological changes of our era have rendered irrelevant the wisdom of the ages and the sages.»

– as minhas ideias são baseadas em 30 anos de estudo da história das mudanças tecnológicas: não penso que sejam ideias académicas nem isotéricas;

– 1ª ideia: as mudanças tecnológicas provocam alguma confusão: a tecnologia dá e a tecnologia tira; as vantagens e as desvantagens da tecnologia; quanto maiores forem os milagres da tecnologia, maiores serão as suas desgraças; questões: “o que trazem as novas tecnologias?” uma não menos importante questão do que a seguinte “O que ‘apagarão’ as novas tecnologias?”; sempre um preço a pagar pela tecnologia;

– 2ª ideia: os benefícios e os malefícios das novas tecnologias nunca são distribuídos entre a população, antes há uns que são beneficiados e outros que são prejudicados; questões: quem beneficia do desenvolvimento de uma nova tecnologia? Que grupos, que tipo de pessoas, que tipo de indústria será favorecida? E que grupos de pessoas serão assim prejudicados? – estas são questões que têm que ser colocadas: há sempre vencedores e vencidos

– 3ª ideia – todas as tecnologias têm subjacentes duas ou três ideias fortes: ideias escondidas, de natureza abstracta – o que não quer dizer que não tenham consequências práticas; um homem com um martelo na mão acha que tudo são pregos; uma pessoa com uma câmara de telivisão acha que tudo são imagens; uma pessoa com um computador acha que tudo são dados; uma pessoa que não sabe escrever, valoriza os provérbios e a transmissão oral com base na memória; uma pessoa que escreve valoriza a organização lógica e a análise sistemática; uma pessoa com a televisão valoriza o imediato e não a história; uma pessoa com um computador valoriza a informação e não o conhecimento; cada tecnologia tem uma filosofia subjacente que vai determinar a forma como as pessoas utilizam a sua mente, o que fazem com os seus corpos, na forma como é codificado o mundo, no modo como os nossos sentidos o amplificam, no modo como são afectadas as nossas tendências emocionais e intelectuais – “O meio é a mensagem!” ( Marshall McLuhan)

– 4ª ideia – quem mais mudanças provocou na educação dos EUA não foi John Dewey, mas antes aqueles que vestidos de fatos cinzentos, inventaram e desenvolveram a tecnologia dos testes; uma mudança tecnológica não é aditiva; é ecológica – um novo meio não vem acrescentar algo, ele muda tudo;

– 5ª ideiao meio tende a tornar-se mítico, no sentido dado por Roland Barthes – tratar as tecnologias como sendo dádivas de Deus, como fazendo parte da ordem natural das coisas; – é preciso lembrar que a tecnologia não é uma parte dos planos de Deus, mas um produto sa criatividade humana e da confiança do homem em si próprio; a sua capacidade para ser bem utilizada ou mal utilizada assenta completamente na consciência humana sobre o que ela faz por nós e para nós.

Outros artigos deste autor:

Neil Postman Information page – http://www.neilpostman.org/

«Informing ourselfs to death» (1990) http://home.san.rr.com/prjacoby/informing.pdf

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